A Parábola dos Dois Irmãos

Mensagem ministrada em 23 de Dezembro de 2005


TEXTO BASE: (Lucas 15.11-32) Continuou: Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se. Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo. Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado. Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado".

INTRODUÇÃO: A Parábola do Filho Pródigo é uma das mais conhecidas narrativas de todos os tempos! E a razão disse é simples... esta Parábola toca nos elementos mais comuns na experiência de cada ser humano:

1º) Afinal, quem nunca teve vontade de virar a mesa? Fugir de casa ou levar a busca da liberdade a seus extremos mais distantes?
2º) Ou quem nunca se viu atraído pela idéia de sentir no corpo, todas as sensações que o dinheiro pode comprar?
3º) Qual é o pai ou mãe, que nunca viu um filho amado escolher um caminho perigoso, liso e regado a lágrimas?
4º) Qual é o pai ou mãe que jamais teve que ver um filho desaparecer no horizonte, deixando-os para trás, com a alma cheia de agonia?
5º) Ou ainda, qual é o pai ou mãe que não tem um filho em casa sempre fechado e difícil de se deixar conhecer numa relação informal?
6º) Quem é o irmão que passou pela experiência familiar, sem jamais ter sido alvo de desencontros e ciúmes por parte daqueles que mamaram no mesmo peito, beberam a mesma água, sentaram à volta da mesma mesa e dormiram no silêncio das mesmas noites?
7º) Quem é o irmão que já não se sentiu possuído pelo ódio invejoso de um outro irmão que aparentemente recebeu tratamento diferenciado em casa?

Esta Parábola, além de trazer um grande ensino, ela fala das coisas do cotidiano familiar!

1. NUNCA TIVE SEQUER UM CABRITO: Diante de tantos ensinos que se pode desfrutar desta Parábola de Jesus, eu quero me deter no drama dos dois irmãos! Principalmente no drama do irmão mais velho!
Quantas vezes você já se deparou diante de situações que pareciam ser injustas com você? Quantas vezes você fez esta pergunta a você mesmo, a alguém, ou até mesmo à Deus: “Eu sempre procurei fazer as coisas sem reclamar, sem murmurar! Eu sempre fui “pau pra toda obra”! Eu sempre carreguei tudo sozinho! Eu sempre te servi ó Deus, sem jamais transgredir uma única ordem sua”
(v. 29). Mas agora apareceu alguém, que transgrediu os seus caminhos e o Senhor lhe dá um banquete? Eu nunca tive sequer um cabrito para me alegrar com os meus amigos!
Esse sentimento é fácil de ser instalado em nosso coração, pois sempre achamos que a grama do vizinho é sempre mais verde do que a nossa!

2. O PAI SEMPRE ESTEVE COM SEUS FILHOS: Com muita freqüência, existem pessoas existindo em imensa limitação e pobreza na fé, sem que houvesse qualquer necessidade de que as coisas fossem assim. Estas pessoas conhecem o Pai, são filhos e são reconhecidos pelo Pai. Alguns até vivem no ambiente da casa paterna, mas suas vidas são espiritualmente pobres, sem nem um "cabrito" para se alegrarem com os seus amigos. Ele ficam tão desesperados em ver e cuidar da vida dos outros que esquecem dos benefícios concedidos por Deus! Enquanto não se tirar o egoísmo, a hipocrisia e a soberba, muitos deixarão de usufruir das bênçãos da casa do Pai.

CONCLUSÃO: Se você está vivendo assim, como o irmão frustrado, desejando "cabritos" que você nunca comeu, lembre-se: “É só você começar a desfrutar da intimidade com Deus”. Hoje, portanto, pare de choramingar suas frustrações e tome posse da alegria de poder celebrar com os amigos a bênção de ter um Pai tão misericordioso e generoso, como é o nosso Pai Eterno. Venha, que a festa da reconciliação já começou há mais de dois mil anos.

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