Reflexões Bíblicas
Mensagens ministradas no Programa Tempo de Festa
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A Plenitude da Saudade


A saudade é uma sensação dolorida, fácil de alimentar e difícil de rejeitar. É ao mesmo tempo gostosa e dolorosa, proveitosa e perniciosa. Em alguns casos, ela cura. Em outros, ela mata.

A plenitude da saudade não é a saudade de entes queridos, como a saudade que Jacó tinha da casa de seu pai, depois de vinte anos longe (Gênesis 31.30).

A plenitude da saudade não é a saudade de casais que estão momentaneamente separados (Cantares 7.10).

A plenitude da saudade não é a saudade que o pastor tem de suas ovelhas queridas, como a do Apóstolo Paulo e a de Epafrodito em relação a Igreja dos Filipos (Filipenses 1.8; 2.26).

A plenitude da saudade não é a saudade da pátria amada, como a saudade insuportável daqueles que estavam exilados na Babilônia tinham de Israel (Jeremias 22.27), a ponto de dependurar suas harpas nos salgueiros que lá havia e se negarem a entoar o canto do Senhor em terra estranha (Salmos 137.1-6).

A plenitude da saudade não é a saudade histórica, não é a saudade de um tempo que já se foi para sempre, não é a saudade de um passado mais alegre, mais feliz, mais tranqüilo. Não é a saudade da situação anterior à perda de todos os bens de uma hora para outra, não é a saudade anterior à morte dos filhos, anterior à doença, anterior à desgraça, como aconteceu com Jó. Pois por mais dolorosa que seja a saudade descrita pelo homem da terra de Uz (Jó 29.1-25), na qual ele confessa com sofrimento a situação presente comparando-a com a situação passada, essa ainda não é a plenitude da saudade.

A plenitude da saudade é aquela saudade espiritual, é aquela saudade estranha, é aquela saudade de Deus escondida nossos corações. É a saudade mais remota, mais generalizada, mais natural, mais constante. É a saudade mais duradoura, mais bela e também a mais incômoda.

Essa saudade está apegada à alma de todos os seres humanos, em todos os lugares e em todos os tempos. Felizes são aqueles que não a negam e nem a rejeitam. É esta saudade que provoca aquela sede incontida de Deus, como revela o salmista: “Eu tenho sede de Ti, oh Deus vivo! Quando poderei ir adorar na tua presença?” (Salmos 42.2).

O homem é religioso só por causa da plenitude da saudade. Movimento algum, filosofia alguma, ideologia alguma, poder algum, nação alguma não, têm conseguido destruir o sentimento espiritual em tempo algum por causa dessa maravilhosa saudade de Deus, arraigada, empreguinada, no mais interior do ser humano, desde a sua criação à imagem e semelhança do Todo-Poderoso.

Saudade esta que só é suprida pela pessoa de Jesus Cristo em todo coração que O recebe como Senhor e como Salvador. Esta sim, é a Plenitude da Saudade. A saudade que todo o ser humano sente de Deus.

A Bíblia diz: (Salmos 63.1) "Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água".

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