Reflexões Bíblicas
Mensagens ministradas no Programa Tempo de Festa
Rádio Popular FM e Rádio Água Viva On-Line

A Ausência


Existem várias espécies de dores capazes de atingir os corações humanos. Mas qual seria a mais intensa? Parece-nos ser aquela que estamos sentindo no momento.

Temos o costume de esquecer o passado e valorizar o sentimento presente como se nada de pior já tivesse acontecido, ou pudesse vir a acontecer. Isso é uma tendência muito natural do ser humano. Mesmo assim, existem sofrimentos que se distinguem dos outros, e assumem perante a maioria das criaturas uma condição de maior gravidade.

A morte de um ente querido, por exemplo. Não há quem não se comova, não há quem não sofra, não hã quem não sinta verdadeiramente quando um ser amado abandona o envoltório corporal e parte para outro plano da vida.

Pouco importa se a morte foi repentina, ou não; se foi violenta, ou serena. Não interessa se aquele que partiu já contava com avançada idade, ou se ainda era jovem. Não há como mensurar essa espécie de dor. E cada um a sente, e reage a ela, de formas diversas.

Existem aqueles que se entregam, blasfemam e se revoltam. Existem outros que choram, mas que aceitam, envolvendo suas dores no bálsamo da oração e da fé. Existem, ainda, os que buscam modos nobres e belos para render novas homenagens àqueles que já se foram.

Não permita que sua dor, seja ela causada pelo motivo que for, te impeça de perceber a beleza de cada momento. Não deixe que suas lágrimas, por mais sentidas e justas que sejam, turvem sua visão, impossibilitando que seus olhos vejam a vida com clareza e serenidade. Dedique às pessoas que partiram pensamentos otimistas e repletos de confiança no reencontro futuro, sem desespero e nem revolta.

Se hoje, na sua rotina, pareceu-lhe que ninguém notou a dor que lhe invadia intensamente o peito, saiba que nada, nem mesmo nossas angústias, passam despercebidas ao Pai celeste. Confie, persista e prossiga, sempre.

A Bíblia diz: (Romanos 5.3-4) E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança".

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