Reflexões Bíblicas
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Aborto Eugênico


Leve-o para casa e dê-lhe amor! Recomendou o especialista do hospital. Aquela mãe entendeu, sem que o médico precisasse completar o evidente: “Enquanto ainda o tem”.

Jonathan não se parecia em nada com os outros dois irmãos. Debaixo do ralo cabelo castanho-escuro, a testa era demasiada grande e quadrada e os olhos muito separados.

A mãe soubera, logo em seguida, que o rosto do novo filho era a menor das preocupações. Jonathan, informara-lhe o pediatra, tinha uma grave forma de doença congênita do coração. Se a doença seguisse seu curso, em breve ele contrairia pneumonia. Se sobrevivesse ao primeiro ataque, outros se seguiriam até seu frágil coração parar.

Mais tarde o especialista disse que provavelmente Jonathan nunca poderia andar e nem mesmo sentar-se sem ajuda – e tudo indicava que seria mentalmente deficiente.

"Por que haveria de acontecer isto a mim?" – perguntou a mãe mergulhada em auto-piedade. Por que logo Jonathan, que era tão desejado por todos nós?

O doutor Haydem a interrompeu bruscamente: "Imagine o que aconteceria a uma criança como Jonathan se tivesse sido enviada a pais que não a quisessem? Quanto a acontecer isso a você" – falou mais delicadamente – "creio que talvez o próprio Jonathan lhe dê a melhor resposta".

As sábias e proféticas palavras daquele verdadeiro médico vieram a se comprovar ao longo dos anos.

Aquele menino da “cara engraçada” como era chamado pelas outras crianças, provou que era merecedor de todo o amor que seus pais pudessem lhe dar e que também era capaz de amá-los com a mesma intensidade.

Superadas foram todas as expectativas de falência de Jonathan. E ele, amparado pela família, superou todas as dificuldades e limitações. Ele lutou e sofreu, mas carregou a cruz com ousadia e determinação.

Quando os colegas lhe perguntavam sobre as grossas cicatrizes cirúrgicas que tinha por todo o corpo, ele respondia bem humorado: “São meus zíperes para deixar os médicos entrarem e saírem com mais facilidade”.

A história de Jonathan foi escrita por sua mãe, Florence Kirk, em 1965. Naquela época, embora os recursos da medicina não estivessem tão avançados quanto hoje, houve um médico que soube honrar seu juramento de lutar pela vida, ainda que todas as evidências fossem favoráveis à morte.

Jonathan, mesmo em estado de feto no útero materno, já trazia as deficiências que expressou ao nascer, mas teve a sua chance de lutar pela vida.

Será que hoje, quando grande parte dos médicos se esqueceram dos seus juramentos e eliminam os fetos com mal formação, Jonathan teria a mesma oportunidade? Nos dias atuais, a medicina está tão avançada que permite que o feto com deficiências seja tratado ainda no ventre materno. E eis aí o grande desafio para os especialistas: “Matar, jamais”.

Deus é o Autor da vida. Ele e somente Ele tem o poder de dar ou tirar a vida. Eu lamento em ter lido em uma biografia que homens que se dizem servirem a Deus, aprovam o aborto e ainda têm o disparate de usar erradamente a Bíblia para tentar provar que estão certos.

Que Deus nos livre de tais pessoas e que Deus tenham misericórdia de quem pensa que o aborto é solução para a vida. Pois não é. Aborto tem tudo a ver com morte, e Deus insiste pela vida.

A Bíblia diz: (João 3.16) Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito para todo aquele que Nele crê não pereça mas tenha a vida eterna”.

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