Reflexões Bíblicas
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Entre Augusto Boal e Jesus Cristo


O dramaturgo Augusto Boal afirma que o homem é capaz de se ver a si mesmo em ação. "Os outros animais, mesmo diante de um espelho, não se reconhecem na imagem refletida, não aproveitam a imagem especular para melhorarem suas aparências; o gato não aproveita essa imagem para aparar o bigode nem o leão para pentear a sua juba. Nós, humanos, mesmo sem espelho, somos capazes de nos vermos vendo".

A coisa não é tão simples como Boal coloca. Jesus chega a dizer que somos capazes de ver um cisco no olho alheio e incapazes de enxergar a viga que está em nosso próprio olho (Mateus 7.3). Existem humanos que se dizem ricos e abastados sem necessidade de coisa alguma, e, no entanto, são pessoas miseráveis, dignas de compaixão, pobres, cegas e despidas (Apocalipse 3.17).

Uma das maiores dificuldades do ser humano é tomar conhecimento de sua fragilidade. Ele é como a relva que floresce de madrugada e à tarde murcha e seca, mas não o sabe (Salmos 90.5; Salmos 103.15). Ele é como a sombra que declina, mas não o sabe (Salmos 102.11). Ele é como a neblina que aparece por instante e logo se dissipa, mas não o sabe (Tiago 4.14). Ele dura tão pouco como um breve pensamento, mas não o sabe (Salmos 90.9. Ele não passa de um caco de barro entre outros cacos, mas também não o sabe (Isaías 45.9). Nem quer saber.

O homem não se vê com profundidade. Vê apenas a casca, o invólucro, a superfície, a aparência. Ele só vai ao espelho para se arrumar, para se embelezar, para esconder o que lhe parece feio e denunciador. E para se admirar.

Ao contrário do que diz Augusto Boal, o homem não se vê a si mesmo como convém. Só se tomar emprestados os olhos de Deus e se olhar através deles: "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração: prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno" (Salmos 139.23-24). Ou se comprar os tais colírios que limpam os olhos de todos os artifícios, deixando-os capazes de ver além da capa, de acordo com a sugestão de Jesus ao anjo da Igreja em Laodicéia (Apocalipse 3.18).

Bíblia diz: (Tiago 1.23) "Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência".

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