Reflexões Bíblicas
Mensagens ministradas no Programa Tempo de Festa
Rádio Popular FM e Rádio Água Viva On-Line

Frio e Calor


Malta é um pequeno país de 316 km2 situado no Mar Mediterrâneo, entre a Líbia e a Itália, mais perto desta que daquela.

Por volta do ano 60 de nossa era, um navio de Alexandria encalha num banco de areia no litoral deste país e a parte traseira se desconjunta toda. As 266 pessoas que estão a bordo salvam-se nadando até a praia ou agarrando-se em tábuas e destroços do navio. Além da tripulação, existem muitos presos, que estão sendo levados para Roma, e os soldados que os guardam, são comandados por um simpático Centurião do Regimento Imperial Romano, chamado Júlio. Entre os presos acha-se não menos que o famoso apóstolo Paulo de Tarso.

Uma vez em terra, os náufragos só então descobrem que a ilha se chama Malta. Ainda chove e faz muito frio. Os malteses fazem uma fogueira para aquecer os inesperados hóspedes. Com o propósito de manter a chama acesa, Paulo junta um monte de gravetos e joga na fogueira. Nisto, uma víbora, fugindo do calor, pica a mão de Paulo e agarra-se a ela. Todos esperam o pior, ficam aguardando que o apóstolo caia morto por causa do veneno da cobra, o que não acontece. Paulo, então, é tratado com a maior distinção possível. É recebido e hospedado por um tal de Públio, o homem mais importante da ilha, cujo pai está com febre e disenteria. Paulo ora por este senhor e por outros doentes, que são curados. Três meses depois, todo mundo embarca para Roma em outro navio alexandrino. Naturalmente deve-se a esta curta estada de Paulo em Malta o início da evangelização da ilha.

Nesta história narrada no Livro de Atos 28.1-11, existe um pequeno detalhe. Para fugir do frio, os malteses e os náufragos acendem uma fogueira. Para fugir do calor, a víbora escapa do monte de gravetos. De vez em quando, um crente renovado, com uma ponta de orgulho, talvez inconsciente, diz que a Igreja dos tradicionais é uma geladeira, enquanto que a Igreja pentecostal é um forno e assim surgem as chamadas Igrejas históricas e as Igrejas chamadas pentecostais.

A bem da verdade, a coisa não é tão simples assim. Nem todo tradicional é necessariamente frio. Nem todo pentecostal é necessariamente quente. O fogo pentecostal não é privativo dos pentecostais nem se manifesta exclusivamente através de fenômenos pentecostais típicos.

Antes do último século, o século pentecostal, as Igrejas históricas evangelizaram o mundo. Os pioneiros da evangelização do próprio Brasil foram aqueles que hoje são chamados de tradicionais ou históricos, são: os congregacionais, os presbiterianos, os batistas e os metodistas, além da presença e testemunho de episcopais e luteranos. Foram eles que enfrentaram as dificuldades do trabalho missionário, o desafio da enormidade do campo e as carências da época. Os pentecostais precisam reconhecer este fato.

No correr do último século, os pentecostais trouxeram sangue novo. Foram mais ousados, espalharam-se mais, evangelizaram mais, anunciaram um Evangelho mais simples e menos acadêmico, misturaram-se mais, deram mais atenção aos problemas de doença. Os tradicionais precisam reconhecer este fato.

Históricos e pentecostais cometeram e ainda cometem erros. São devedores entre si. Os dois grupos precisam ainda de muita humildade e de um novo Pentecostes. Quanto às diferenças doutrinárias, o respeito mútuo e o diálogo em amor são muito importantes. Pois nós todos estamos fugindo do frio e não do calor, afinal nenhum de nós somos víboras.

A Bíblia diz: (2 Timóteo 2.15) "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade".

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