Reflexões Bíblicas
Mensagens ministradas no Programa Tempo de Festa
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Obscurantismo e Resistência


É preciso trazer outra vez à tona o enfrentamento de Elias, aquele profeta que resistiu aos 450 profetas de Baal na época do reinado de Acabe, que durou de 874 a 856 a.C.

Naquela ocasião, os profetas de Baal comiam  da mesa de Jesabel, a famigerada esposa do rei Acabe, o que vale dizer que eles tinham o respaldo do governo. Enquanto isso, os profetas de Deus eram mortos por ordem da rainha ou viviam escondidos em cavernas. O distanciamento de Deus era tão sério e generalizado que o povo não sabia como se posicionar, se a favor de Deus ou a favor de Baal. A cegueira tomou conta de suas mentes de tal modo, que os profetas acreditaram que Baal seria capaz de meter fogo na lenha do altar sem que eles riscassem um fósforo sequer. Para enfrentar esses falsos profetas, para enfrentar esse obscurantismo enorme e esse apoio oficial do governo, era necessária uma resistência enorme (1º Reis 18.20-40).

Os "Elias" de hoje e todos os demais “sete mil homens” cujos joelhos não se dobram diante de Baal (1º Reis 19.18; Romanos 11.4), têm muito trabalho pela frente. Precisamos da prática da resistência, ou seja, precisamos da arte de não ceder, de não se deixar arrastar, de não de dobrar diante de nenhuma pressão ou opressão que tenha o propósito claro ou velado de remover o homem do centro da vontade soberana e particular de Deus.

As pressões em voga são muitas e variadas. Criam vícios generalizados, arraigados, empedernidos e vulgares. Tornam a palavra profética medrosa, rara, vacilante, destoante e, às vezes concordante.

É preciso oferecer resistência aos culpados da vergonhosa má distribuição de renda ao redor do Planeta. É preciso oferecer resistência aos que estão destruindo a família ao provocar mais uma revolução sexual, ainda mais liberal que a anterior. O que se ensina e se mostra hoje é que “a fidelidade conjugal geralmente exige grande esforço quando a pessoa se sente viva sexualmente e não abdicou dessa forma de prazer”. Se é difícil e não satisfaz, a fidelidade deve ser encostada, tanto para homens como para mulheres. É isso o que ensinam os profetas de Baal, os falsos profetas.

É preciso oferecer resistência à doutrina da reencarnação, cada vez mais espalhada, cada vez mais aceita, cada vez mais desejada. Não existe maior agressão ao cristianismo e à pessoa de Jesus Cristo do que a idéia absurda da reencarnação. Ela derruba por terra a graça de Deus, ela lança por terra a expiação e o perdão do pecado, mediante a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

Se José resistiu à mulher de Potifar, se Jó resistiu a seus infortúnios, se Neemias resistiu a seus adversários, se Daniel resistiu ao decreto do rei da Pérsia, se Jesus resistiu ao diabo, se Elias resistiu aos profetas de Baal, por que não resistimos hoje, com o auxílio de Deus, às mesmas pressões de ontem e às pressões pós-modernas?

A Bíblia diz: (Atos 4.19-20) “Mas Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos”.

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