Reflexões Bíblicas
Mensagens ministradas no Programa Tempo de Festa
Rádio Popular FM e Rádio Água Viva On-Line

Cristão Meia-Boca


A expressão “meia-boca” já é muito popular e significa que algo não é o que deveria ser. Ou seja, meia-boca é aquela coisa mais ou menos, que não chega exatamente onde precisava chegar – fica pelo meio do caminho, do jeito que der está bom. Meia-boca também pode ser aquilo que é conveniente, que se deixa estar, para ver no que vai dar.

Tem muita gente meia-boca por aí. Tem aquele empregado que não cumpre todas as tarefas de sua jornada de trabalho. Ou o estudante que não se empenha por melhorar suas notas e decora apenas o necessário para ficar na média. O amigo meia-boca é aquele para quem amizade não é nada além de um convívio eventual, geralmente em situações de festa e alegria. Na hora do “vamos ver”, ele pula fora, pois não é “otário” de ficar resolvendo problemas dos outros.

Agora pior, é o cristão meia-boca. Você já deve ter visto um – ou vários. Cristão meia-boca é aquele para quem a fé é uma questão de conforto e de conveniência. Cristão meia-boca é aquele que faz rolo nos negócios, dá jeitinho em tudo, molha a mão do guarda. Para ele, cristianismo se resume a mero hábito dominical. Ele vai na Igreja, canta os cânticos, ouve as mensagens, até ora ou reza, mas saindo dali nada muda em sua vida. Se as coisas não dão certo, é só tentar fazer Deus dar um jeitinho na situação.

Ser cristão meia-boca não custa mais do que a pessoa tem, pois é só dar a oferta, seja em dinheiro, seja em penitência ou jejuns, que a vontade de Deus será dobrada, pelo menos é assim que ele pensa. Mas ele mesmo nunca é dobrado pelo Senhor. Enfim, ser cristão meia-boca é viver uma existência desinteressante, onde não existe motivação, iniciativa ou desejo de mudança.

Mas ser cristão por inteiro custa tudo o que você é ou tudo o que você tem. Envolve uma total entrega da vida a Deus, total abnegação. “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo”, disse Jesus, conforme o registro do Evangelho de Lucas.

O texto começa com uma condicional – “se”; logo, é opção. Depois, vem a entrega, negando-se a si mesmo, ou seja, devolvendo a Deus o que é Dele: que é a nossa própria vida.

Tomar a cruz e seguir a Jesus significa seguir o mesmo caminho em que Ele trilhou, entregando a Sua vida no Calvário. Jesus crucificou o seu eu.

“Cada dia” indica que o negar-se e seguir a Jesus é um estilo de vida. Mas tudo não se encerrou com a morte de Cristo; aliás, nosso cristianismo contemporâneo é pobre porque pregamos um Cristo crucificado e esquecemos de sua ressurreição, pela qual Ele foi declarado Filho de Deus. O caminho da cruz não parou no Calvário; não terminou no sepulcro, mas prosseguiu até que Ele ressurgisse dentre os mortos. Ser cristão integral é isso mesmo, é ter uma vida crucificada para os desejos pessoais e ressuscitada num novo projeto de vida dentro dos princípios éticos divinos. É como voltar ao Éden, ser novamente dependente de Deus para suas decisões e escolhas diárias. É ter consciência de que a vida é mais do que fazer com que as coisas andem de nosso jeito – é ter esperança mesmo diante do sofrimento. É ser sábio no exercício da liberdade que Deus nos devolve, vivendo uma vida digna e que glorifique o Senhor. Não seja um cristão meia-boca, mas sim, um cristão de verdade!

A Bíblia diz: (Apocalipse 3.16) “Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca”.

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